Procedimento Doação de Óvulos

Em casos de infertilidade causada por diminuição crítica da quantidade e da qualidade dos óvulos da parceira, situação que frequentemente se associa com idade reprodutiva avançada da mulher, propõe-se a FIV com recepção de óvulos. Neste tratamento, o casal recebe óvulos oriundos da estimulação dos ovários de uma doadora, anônima, com menos de 35 anos, que, na maioria das vezes, também se encontra em tratamento de reprodução assistida. A partir da recepção dos óvulos, os procedimentos envolvidos na FIV transcorrem da maneira habitual (como descrito na seção FIV).

Nos casos de FIV com recepção de óvulos, são utilizados óvulos de uma doadora anônima, que serão fertilizados com espermatozóides do marido da receptora. Os embriões resultantes são transferidos para o útero da receptora.

Além da diminuição crítica da reserva ovariana por idade reprodutiva avançada, são situações onde poderá ser proposta a ovodoação:

  • Retirada cirúrgica dos ovários;
  • Pós quimioterapia ou radioterapia;
  • Insuficiência ovariana prematura e menopausa precoce;
  • Mulheres com doenças genéticas passíveis de transmissão aos filhos;
  • Falhas repetidas de tratamentos de FIV por razões ligadas a má qualidade e baixa produção de óvulos.

Quem poderá ser doadora de óvulos?

Só será elegível como doadora de óvulos a mulher com menos de 35 anos de idade, que possua a maior semelhança física e compatibilidade possível com a designada receptora. Durante a avaliação da possível doadora, o médico responsável investiga a presença de problemas de saúde pessoais e familiares, fazendo este questionamento parte da seleção das pacientes aptas a doação. Da mesma forma, só é elegível como doadora de óvulos a paciente que apresentar sorologias negativas para Sífilis, Hepatites tipo B e C, HTLV I e II, HIV 1 e 2, Clamídia, anticorpo anti-gonococo e vírus Zika. A escolha das pacientes doadoras é responsabilidade do médico e mantida obrigatoriamente sob sigilo.

A doação de óvulos não pode ter caráter lucrativo ou comercial e as doadoras não devem conhecer a identidade das receptoras e vice-versa. No Brasil, pratica-se predominantemente a doação compartilhada de óvulos, situação em que doadora e receptora, ambas apresentando dificuldade para engravidar, compartilham tanto do material biológico (óvulos), quanto dos custos financeiros que envolvem os tratamentos de reprodução assistida. A partir do ano de 2017, tornou-se possível a doação voluntária de óvulos, por pacientes não inférteis, seguindo os mesmos princípios de anonimato e doação sem fins lucrativos (Resolução no 2.168/2017 – Conselho Federal de Medicina).

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O que dizem nossos pacientes

Conheci a Genesis através da minha médica ginecologista que já tinha pacientes que fizeram tratamento na clínica. Eu me senti muito bem assistida, toda equipe é maravilhosa, só o fato do Dr.Bruno me explicar o que eu tinha já foi gratificante.O resultado foi maravilhoso, minha filha está com 3 meses e meio e estamos muito felizes.

Luciana, 38 anos