Dúvidas Frequentes

Infertilidade é a ausência de gravidez após 1 ano de tentativas sem uso de método anticoncepcional. Nesse caso, é recomendável procurar auxílio médico especializado para investigação das causas da dificuldade para engravidar. Se a mulher apresenta mais de 35 anos e já se passaram 6 meses de tentativas sem ocorrência de gravidez, recomenda-se antecipar a avaliação (pois a fertilidade natural declina de forma importante a partir dos 35 anos).

A infertilidade pode ser devida a fatores masculinos (cerca de 35-40% dos casos) ou fatores femininos (40-50% dos casos). Considerando os fatores na mulher, os mais frequentes são: alteração das tubas e peritônio (40%), ausência ou dificuldades na ovulação (40%), alterações uterinas (cerca de 10%). Quanto às causas relacionadas ao homem, pode-se encontrar diminuição da quantidade de espermatozoides (oligozoospermia), diminuição da sua movimentação (astenozoospermia), muitos espermatozoides mortos (necrozoospermia), alteração da forma dos espermatozoides (teratozoospermia).

Em cerca de 10% dos casais, todos os exames de investigação são normais, situação conhecida como ISCA (infertilidade sem causa aparente).

É importante ressaltar que 1 em cada 3 casais apresentam mais de um problema causador da fertilidade natural ao mesmo tempo, motivo pela qual a investigação deve ser em ambos.

A investigação da infertilidade envolve exames relativamente simples.

Para avaliação masculina, 1 ou 2 coletas de sêmen para espermograma são suficientes para um diagnóstico inicial. Para avaliação feminina avalia-se a permeabilidade e aspecto das trompas (histerossalpingografia – raio X contrastado das trompas e útero), avaliação do útero e cavidade uterina (ultrassonografia transvaginal e eventualmente histeroscopia diagnóstica) e avaliação das ovulações (história clínica, dosagens de hormônios no sangue em dias específicos do ciclo menstrual).

Obviamente, a depender do caso, podem se fazer necessários exames adicionais.

O sinal mais importante da ocorrência de ovulações é a presença de ciclos menstruais regulares. Ciclos regulares são menstruações que aparecem com intervalo mensal, mesmo que hajam algumas pequenas variações de dias (geralmente entre 25 e 35 dias entre uma menstruação e outra).

Outros sinais são eventualmente observados, tais como: aumento da quantidade e filância (muco bem distensível quando manuseado com a ponta dos dedos) do muco cervical, observado em geral de 12 a 14 dias após o início da menstruação. Algumas mulheres relatam desconforto no período ovulatório, que interessantemente, pode mudar de lado a cada mês.

A medida da temperatura corporal todos os dias pela manhã pode constituir uma evidência de ovulação, já que após a ocorrência da ovulação a mulher apresenta aumento médio de 1°C da temperatura corporal basal. Esse método além de trabalhoso, sofre influência de fatores externos e é relativamente impreciso, motivo pelo qual não costuma ser recomendado pelas clínicas especializadas.

O melhor método para estabelecimento do momento da ovulação é a realização de ultrassonografias transvaginais seriadas a cada 3 a 4 dias, o que permite identificar com precisão o crescimento dos folículos ovarianos, seguidos de seu rompimento, o que constitui a ovulação.

Não. Os espermatozoides são produzidos continuamente pelos testículos, e o tempo necessário para a sua produção e amadurecimento é em média de 3 meses. A melhor qualidade de sêmen é obtida com o aumento da frequência sexual, não havendo nenhum tipo de problema de qualidade dos espermatozoides quando o casal tem relações diariamente. Pelo contrario, ejaculações com frequência estão relacionadas a espermatozoides mais móveis.

Em situações onde o sêmen é coletado para espermograma, Inseminação Intrauterina e Fertilização In Vitro, recomenda-se um período de abstinência de 2 a 5 dias apenas para que o volume do ejaculado seja maior, e portanto seja mais fácil, tecnicamente, de ser analisado ou utilizado para o trabalho de laboratório.

Sim. A dificuldade para engravidar acomete cerca de 10 a 15% de todos os casais em idade reprodutiva. Se somarmos a estes casais aqueles que já tiveram 1 filho e estão tendo dificuldades para obter uma segunda gestação, chegaremos a quase 20% de todos os casais. Portanto, trata-se de problema altamente frequente na população em geral.

Após 1 ano de tentativas para engravidar sem sucesso.

Em algumas situações, recomenda-se procurar o especialista após 6 meses de tentativas sem sucesso, são elas: diagnóstico prévio de endometriose ou alterações conhecidas nas trompas, útero e ovários; ausência ou irregularidade importante das menstruações; alterações conhecidas do espermograma.

Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores serão as chances de sucesso de qualquer tipo de tratamento.

Do ponto de vista biológico, a gravidez se instala com mais facilidade e evolui de forma mais favorável quando acontece entre os 18 e os 28 anos de idade.

Na prática, o ideal é que a mulher consiga engravidar antes dos 35 anos de idade.

Importante saber que à medida em que os anos passam, ocorre um processo de “envelhecimento” dos óvulos, com diminuição da quantidade, e principalmente da qualidade de óvulos disponíveis nos ovários, situação que determina um declínio natural da chance de engravidar.

Não. Uma boa parte dos casais poderá realizar o seu tratamento de forma mais simples, com medicamentos indutores da ovulação e cirurgias determinantes do aumento da fertilidade natural.

O fundamental é realizar um diagnóstico correto, para que possa se estabelecer um tratamento adequado, o que poderá contribuir decisivamente nos resultados finais.

As principais técnicas de Reprodução Assistida são representadas pela Inseminação Intrauterina e Fertilização In Vitro.

A Inseminação Intrauterina é um tratamento de menor complexidade, cujos pré-requisitos básicos para a realização são: trompas normais, pérvias e espermograma com critérios normais ou discretamente alterados. É um tratamento proposto tipicamente para pacientes mais jovens e de melhor prognóstico.

A Fertilização In Vitro apresenta duas variações técnicas: a FIV convencional e a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).

A FIV convencional consiste em obter os óvulos dos ovários, colocando-os no laboratório em uma pequena placa especial, em contato com alguns milhares de espermatozoides, e aguardando-se a fertilização dos óvulos pelos espermatozoides. O primeiro nascimento fruto da técnica ocorreu na Inglaterra em 1978.

A ICSI consiste em obter os óvulos dos ovários, que serão combinados um a um com espermatozoides, através da injeção de cada óvulo com um espermatozoide no seu interior. Essa técnica proporciona aumento das taxas de fertilização. Foi desenvolvida a partir de 1992 e propiciou o tratamento de casos anteriormente insolúveis de infertilidade masculina.

A ICSI apresenta uma variante técnica, a SUPER-ICSI ou IMSI (injeção de espermatozoides morfologicamente selecionados). Tal técnica permite um maior refinamento na escolha dos melhores espermatozoides a serem utilizados no tratamento. A premissa é de que com espermatozoides de melhor qualidade, podem-se obter embriões de melhor qualidade. A Genesis – Centro de Reprodução Humana é pioneira na aquisição e desenvolvimento da SUPER-ICSI / IMSI na região Sul do Brasil.

Comparativamente à gestação natural, a gestação obtida por tratamentos de infertilidade apresenta uma maior chance de gestação de gêmeos. Isto porque todas as formas de tratamento envolvem estimulação dos ovários e utilização de mais de um óvulo, havendo portanto maior chance de formação de mais de um embrião, e aumento da chance de gestação gemelar.

A ocorrência de gestação de gêmeos depende de múltiplos fatores, sendo os principais: história de gêmeos na família, idade da esposa, número de embriões transferidos ao útero.

Cerca de 75% – 80% das gestacões obtidas em tratamento são únicas, em torno de 20% – 25% são de gêmeos, e cerca de 1% serão de trigêmeos.

O adiamento do desejo de engravidar por razões profissionais, sociais e econômicas é uma realidade crescente na sociedade brasileira e internacional.

Do ponto de vista biológico, o passar dos anos está associado a um declínio importante da probabilidade de gestação natural. Tal declínio deve-se a uma diminuição da quantidade e qualidade dos óvulos de forma contínua e ininterrupta desde o nascimento da mulher. Esse declínio se acentua após os 35 anos de idade, motivo pelo qual a partir dessa idade a chance de gestação diminui e o risco de abortamentos aumenta.

Vale ressaltar que não há tratamento médico disponível na atualidade que reverta a perda do pontecial dos óvulos com o passar do tempo.

A idade da esposa é o principal fator determinante da chance de sucesso dos tratamentos de Reprodução Assistida. Dessa forma, um tratamento numa idade mais jovem, como regra geral, terá melhores resultados.

Em caso de mudança de planos, muitas vezes motivada por um novo casamento, existem sim possibilidades de gestação na presença de vasectomia.

Deve-se iniciar por uma avaliação completa da esposa e do marido, e na dependência dos achados podem-se propor duas alternativas: cirurgia de reversão de vasectomia (tipicamente se a vasectomia for realizada há menos de 5 anos e a esposa for jovem e sem fatores de infertilidade) ou Fertilização In Vitro com ICSI utilizando espermatozoides obtidos a partir dos epidídimos ou testículos.

Sim. Iniciando-se pela avaliação do casal, podem-se propor duas formas de tratamento: cirurgia para reversão de laqueadura tubária ou Fertilização In Vitro.

Uma dieta prudente pode aumentar a fertilidade de ambos os parceiros: menos carne vermelha, menos gordura saturada, mais frutos do mar, mais frutas e vegetais, dieta frequentemente referida como “Mediterrânea”.

Exercício físico moderado para a esposa e o marido melhora a função dos gametas (espermatozoides e óvulos) e melhora os resultados da Fertilização in Vitro. Entretanto, exercício físico vigoroso ou excessivamente intenso para a mulher pode reduzir as chances de sucesso da FIV.

Em relação ao marido, o ciclismo com intensidade maior do que 5 horas por semana está associado a piora da qualidade do sêmen, provavelmente por aumento da temperatura dos testículos, que afeta a produção de espermatozoides.

Uma discussão completa sobre o estilo de vida e sua influência na fertilidade natural pode ser encontrado em: www.lifechoicesandfertility.com

A dificuldade para engravidar costuma ser uma situação estressante para os casais.

Estudos em torno da questão estresse e chances de sucesso da Fertilização In Vitro mostraram que as pacientes mais estressadas emocionalmente apresentaram menos chance de engravidar.

O mecanismo proposto para explicar a maior chance de falhas de tratamento é que o estresse promove constrição e diminuição do fluxo sanguíneo para os ovários, piorando assim a qualidade e o desenvolvimento dos óvulos.

Dessa forma, mediante tratamento, caso o estresse seja uma questão limitante, propõe-se como auxiliar: consultas com psicólogo (psicoterapia), meditação, exercícios físicos, yoga e eventualmente acupuntura.

Estudos recentes apontam para um importante papel da Vitamina D na função dos ovários.

A reposição de Vitamina D em pacientes com níveis sanguíneos deficientes parece melhorar o desenvolvimento dos folículos ovarianos (estruturas dos ovários que contém os óvulos), e melhorar a produção hormonal ovariana após a ovulação (produção de progesterona).

Dessa forma, em pacientes com níveis de Vitamina D inferiores a 30 ng/ml sugere-se reposição da referida vitamina através de comprimidos ou gotas.

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